
Foto ilustrada do Google
Arnaldo Alves / Guararapes Sorriso News
Um ataque envolvendo um cão da raça pit bull, que circulava sem coleira ou focinheira, resultou na morte de um animal de estimação e expôs uma criança de apenas quatro anos a sério risco, em Araçatuba. O caso foi registrado no dia 31 de dezembro de 2026, na Rua Sílvio José Venturoli, no bairro Umuarama, e causou revolta e preocupação entre moradores vizinhos.
De acordo com relatos da família, a ocorrência aconteceu no momento em que uma criança de quatro anos saía de sua residência em direção à casa de uma vizinha, carregando no colo um cão de pequeno porte da raça pinscher. Nesse instante, um pit bull, pertencente a um morador da mesma rua, teria perseguido a criança e, com força, empurrou o portão com as patas e adentrou no imóvel.
Diante da aproximação repentina do animal de grande porte, a criança, assustada, acabou soltando o cãozinho para tentar se proteger. O pit bull então avançou contra o pinscher, mordendo-o e causando ferimentos graves. Apesar da rápida tentativa de socorro, o animal sofreu lesões severas.
O pinscher foi encaminhado para atendimento veterinário de emergência e passou por um procedimento cirúrgico. Mesmo com os cuidados médicos e com o tutor do pit bull tendo arcado com as despesas veterinárias, o cão não resistiu às complicações decorrentes dos ferimentos e morreu posteriormente, gerando grande comoção entre os proprietários e vizinhos.
Moradores afirmam que o pit bull já é conhecido na rua e que o tutor costuma conduzir o animal sem os equipamentos de segurança exigidos, como coleira e focinheira. A situação reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos tutores e a necessidade de fiscalização mais rigorosa, especialmente em áreas residenciais onde circulam crianças.
Especialistas reforçam que, conforme a legislação vigente, o tutor é responsável civil e criminalmente por danos causados por seus animais, independentemente de intenção. Casos como este evidenciam a importância do cumprimento das normas de segurança, principalmente no manejo de cães de grande porte, a fim de evitar tragédias que podem resultar não apenas em perdas materiais ou emocionais, mas também em risco à vida humana.
O episódio segue gerando indignação na comunidade local e reforça o alerta para a convivência responsável entre pessoas e animais em espaços urbanos.














