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Tribunal italiano confirma pena e condena atacante Robinho a nove anos de prisão por estupro

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Terra Brasil

A
repercussão negativa sobre o caso de estupro fez com que Robinho tivesse a
contratação cancelada pelo Santos em outubro. Robinho foi anunciado como
reforço pelo clube com vínculo por cinco meses e salário de R$ 1,5 mil, além de
bônus de R$ 300 mil de acordo com o número de jogos disputados. Porém, a
pressão de patrocinadores e a divulgação de conversas sobre o caso provocaram
forte repercussão negativa do caso. E o clube optou por suspender o contrato do
jogador.

Assim como
em 2017, quando recebeu sua primeira sentença, Robinho não compareceu à
audiência, que teve início ao meio-dia (8h no horário de Brasília). De acordo
com a legislação italiana, a presença do jogador não era obrigatória.

Robinho e
seu amigo Ricardo Falco, que responde ao mesmo processo, devem recorrer da
decisão. Se isso acontecer, o caso será encaminhado à terceira instância,
representando a última chance de absolvição. Enquanto aguardam a decisão final,
que pode levar mais três anos, os réus seguem em liberdade.

Independentemente
do resultado, Robinho continua em liberdade porque as duas partes ainda podem
recorrer ao julgamento em terceiro grau, que pode levar alguns meses para
ocorrer. Robinho tem a presunção de inocência assegurada até o trânsito em
julgado do processo, isto é, até que as fases de apelação se esgotem. E isso
ocorre somente quando um caso chega à Corte de Cassação, terceira e última
instância da Justiça da Itália, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF)
no Brasil. 

Só haverá aplicação de pena definitiva após condenação nesse grau, o
que pode levar até dois anos.

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