É explícito
que nos dias atuais os avanços científicos estão ocorrendo exponencialmente,
embora ciência não seja algo imediato, é possível contemplar muitas descobertas
e surgimento de novas abordagens de pesquisa.
Estatística,
ramo da matemática que trabalha com a coleta, análise, interpretação e
apresentação de massas de dados numéricos, está sendo utilizada para analisar e
distinguir o sexo de dinossauros. Por exemplo, leões possuem juba e um porte
físico maior, que é o oposto do observável nas fêmeas, em pássaros existem
divergências de cores das penas, tamanho corporal e outras características de
um sexo para outro.
Mas, e os dinossauros?
Se você
possui apenas os fósseis desses animais, é custoso, mas não impossível dizer
com segurança que essas diferenças se devem ao sexo dos animais, hoje em dia,
isso é um problema enfrentado pelos paleontólogos.
É lógico
inferir que em muitas espécies de dinossauros, machos e fêmeas diferem uns dos
outros em uma variedade de características e, usar estatística nessa área,
nesse contexto é de grande proveito, haja vista que paleontólogos tentaram
procurar dimorfismo sexual (indivíduos do sexo masculino e feminino de uma
espécie com características física), em dinossauros usando uma forma de
estatística chamada de teste de significância, o qual consiste em regras de
decisões, vinculadas a um fenômeno da população, que nos possibilitam avaliar
com o auxílio de uma amostra, se determinadas hipóteses podem ser rejeitadas ou
não. Porém, nem todas as diferenças nos animais da mesma espécie estão ligadas
ao sexo e não se sabe com precisão como as características que é visto nos
dinossauros se relacionam com seu sexo; por conta disso, foi experimentado um
novo método de estatística chamado de Tamanho do Efeito, sendo uma estatística
descritiva que serve como complemento ao teste de significância estatística.
Essa nova
abordagem é mais precisa para conjuntos de dados menores, pois possibilita
estimar o grau de diferenças de sexo e calcular a incerteza nessa estimativa,
que considera as variações naturais sem analisar o dimorfismo como preto ou
branco, visto que diversos dimorfismos sexuais podem ser sutis. Resultados
consistentes já são observados.
“As
estatísticas do tamanho do efeito têm um grande impacto para a pesquisa
psicológica e médica, então aplicá-las aos dinossauros e à paleontologia é
muito legal.”, diz Evan Saitta, pesquisador associado do Field Museum de
Chicago e principal autor do novo artigo no Biological Journal of the Linnean
Society.
Autor:
Misael
Fernandes, discente de Licenciatura em Matemática, Universidade Paulista
(UNIP).
Referências
Bibliográficas: UFRG















