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“Deixa o cara governar, pô!”, disse o vice-presidente sobre a possibilidade de impeachment contra Bolsonaro

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Fonte: https://www.osul.com.br/

vice-presidente
Hamilton Mourão disse, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, que não vê
como prosperar qualquer pedido de impeachment, informou a publicação neste
domingo (17). Ele defendeu o presidente Jair Bolsonaro: “Deixa o cara governar,
pô!”. A fala aconteceu antes do panelaço de sexta-feira (15).

“Não vejo
hoje que haja condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o
presidente Bolsonaro”, afirmou Mourão. “Aqui no Brasil qualquer coisa é
impeachment, né? Deixa o cara governar, pô!”, seguiu o vice-presidente.

Mourão
avaliou que mesmo com o colapso do sistema de saúde em Manaus e o atraso na
vacinação, a condução da crise “talvez” tenha pecado por falta de comunicação.
E também criticou o governador de São Paulo, João Doria, que, para ele, acabou
“metendo os pés pelas mãos” no caso da Coronavac.

Veja alguns
trechos da entrevista:

Questionado
sobre como enfrentar a tragédia de Manaus, onde pacientes estão morrendo sem
oxigênio, o vice-presidente disse que “todo mundo dá pitaco sobre a Amazônia
sem nunca ter pisado lá”.

“Existem
distâncias envolvidas enormes e uma desconexão com a área central do Brasil.
Você só chega a Manaus de barco ou avião. Aí quando se fala em asfaltar a
BR-319, porque é a única ligação terrestre de Manaus com o resto do País,
(dizem) ‘Oh, céus, será a destruição da floresta’. Mas esquecem os milhões de
pessoas que moram lá. Não tem UTI no interior do Amazonas”, afirmou Mourão.

A publicação
pergunta se, uma vez que o vice-presidente teve Covid, se após ter tido a
doença, em algum momento considerou que o governo possa ter errado na condução
da pandemia. Ele culpou a comunicação.

“O governo
procurou trabalhar nas três grandes curvas: da saúde, da economia e a social.
Fomos muito criticados, mas o tratamento precoce impede que a pessoa adquira
sintomas mais graves e vá para o hospital, independentemente de discutir se é o
remédio A, B ou C. Talvez (pudesse ter tido) uma comunicação mais eficiente”,
afirmou.

“Todo mundo
diz que tal lugar começou a vacinar. Mas quantos se vacinaram nesses locais? O
único país que realmente está em uma fase final de vacinação é Israel. Mas qual
é a população de Israel? Menor que a da capital de São Paulo”, disse o
vice-presidente.

Mourão
também falou do governador de São Paulo, João Doria. Segundo o vice-presidente,
ele “meteu os pés pelas mãos” e caso da eficácia da vacina Coronavac “não
revela boa gesatão”.

“O
governador João Doria tem feito fortes críticas ao presidente e há uma corrida
para ver quem vacina primeiro. O combate à pandemia virou propaganda para a
eleição de 2022? O governador Doria virou garoto-propaganda da vacina e acabou
metendo os pés pelas mãos. Apareceu na TV para dizer que a vacina tinha um
valor ‘x’ de eficácia, quando não era verdade. Em nenhum momento ele compareceu
para se retratar. Isso não revela boa gestão”, refletiu.

A reportagem
diz que há mais de 50 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na Câmara e
questiona se Mourão não teme que, diante dessa crise, ele sofra o mesmo
processo que Donald Trump enfrenta nos Estados Unidos.

Mourão diz
então que não vê condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o
presidente Bolsonaro.

“O mais
atacado, ao longo dos últimos anos. Desde o dia anterior à posse o tiroteio já
era grande em cima dele. Quantos pedidos de impeachment o Sarney, o Fernando
Henrique, o Lula tiveram? Só a Dilma, coitada, é que não conseguiu sobreviver.
E o Collor, obviamente. Aqui no Brasil qualquer coisa é impeachment, né? Deixa
o cara governar, pô! Os pesos e contrapesos do nosso sistema democrático são
mais do que suficientes para barrar qualquer tentativa de um governante de sair
do leito da Constituição”, disse o vice-presidente.

Apesar de
defender o presidente, a reportagem pergunta sobre a relação de altos e baixos
entre Mourão e Bolsonaro, que teria dito que não quer mais o atual vice na
chapa se disputar a reeleição. O vice apenas disse que “em nenhum momento”
Bolsonaro abordou com ele o tema.

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