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Polícia prende suspeito de atear fogo na própria casa e matar os três filhos adotivos, carbonizados na grande São Paulo

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Polícia
prende suspeito de atear fogo na própria casa e matar os três filhos carbonizados
na grande São Paulo

Ricardo Reis
de Faria e Vieira 33 anos foi preso suspeito de provocar incêndio que matou os
próprios filhos, duas crianças e uma adolescente, em Poá, na Região
Metropolitana de São Paulo. As informações são do Leo Zvarick, no 1º Jornal.

Vieira, suspeito, compartilhava a
guarda dos filhos com o ex-companheiro com quem viveu por quase 15 anos. Os
filhos foram adotados pelos dois em 2014 e em 2019.

A prisão
preventiva aconteceu na tarde desta quarta-feira (17). Já o caso aconteceu na
madrugada de ontem, na Rua Fernando Pinheiro Franco, 242, na Vila Real.

De acordo
com a Polícia Civil, Ricardo teria provocado o incêndio para lucrar com um
seguro de vida da família, no valor de aproximadamente R$ 200 mil.

Fernanda
Verônica Reis Vieira, de 14 anos, Gabriel Reis Vieira, de sete anos e Lorenzo
Reis Vieira, de apenas um ano, morreram carbonizados dentro de um quarto.

Ainda
segundo a polícia, Ricardo inicialmente acionou as autoridades dizendo que
estava em casa dormindo, quando sentiu forte cheiro de fumaça, saiu correndo e
foi até o quarto onde estavam as crianças.

Ele percebeu
que o quarto estava fechado e havia luz e fumaça dentro do lugar. Ricardo
afirma ter forçado a porta, mas que teria lhe faltado forças porque estava à
base de calmantes para dormir.

O homem
também relatou que “acha” que ouviu gritos de socorro, mas pensou ser
apenas imaginação. Ele decidiu então sair para pedir socorro, se dirigindo à
delegacia.

Já uma
vizinha da família diz ter ouvido gritos de socorro vindos do local, além do
suspeito balbuciando algo para as crianças pouco antes da chegada da polícia.

Os policiais
militares que atenderam a ocorrência informaram que receberam o pedido de
socorro para incêndio e tiveram de molhar suas roupas para tentar entrar na
casa em chamas enquanto o grupamento de bombeiros não chegava.

Com ajuda de
Ricardo, os militares localizaram o quarto trancado, onde estavam as crianças.
Mas, devido à fumaça, não conseguiram arrombar a porta.

Com a
chegada do Corpo de Bombeiros e parte do incêndio debelado, foi possível entrar
no cômodo e encontrar as vítimas já mortas.

Momentos
depois de chegarem ao local, as oito viaturas da corporação acionadas
extinguiram o fogo.

Na
delegacia, uma vereadora da cidade chegou acompanhada de uma advogada e tentou
impedir que Ricardo prestasse depoimento, alegando ser amiga do suspeito.

A Polícia
Civil constatou inúmeras divergências nas declarações do acusado, que
apresentou pelo menos três versões distintas, sugerindo inclusive um possível
sequestro das crianças, praticados pelo pai, identificado como Leandro, e seu
atual parceiro, Lincoln.

Alegou ainda
que o quarto poderia ter sido trancado por Leandro com ajuda de Lincoln, porque
é beneficiário de um seguro no valor de R$ 200 mil. No entanto, Ricardo já
havia afirmado que só ele possui a chave do cômodo.

Ainda segundo
a polícia, Ricardo forçou um choro emocionado, sem lágrimas, durante seu
depoimento. Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao IML de Suzano. O
caso foi registrado como homicídio qualificado e consumado pela Delegacia de
Poá.

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