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| Foto: José Cruz |
Ministério
da Saúde pede à população que tome todas as doses da vacina
Por Alex
Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília
O Ministério
da Saúde decidiu intensificar a campanha destinada a incentivar a população a
completar o ciclo vacinal contra a covid-19. Segundo a pasta, cerca de 120
milhões de pessoas aptas a tomar a segunda dose ou a dose de reforço das
vacinas ainda não retornaram aos postos de vacinação de todo o país e seguem
desprotegidas contra as manifestações graves da infecção pelo novo coronavírus.
A campanha
de estímulo à vacinação contra a covid-19 chega no momento em que o Ministério
da Saúde liberou a segunda dose de reforço (ou quarta dose) para as pessoas que
têm a partir de 40 anos de idade. De acordo com a pasta, cerca de 8,79 milhões
de pessoas desta faixa etária e que receberam a terceira dose a mais de quatro
meses poderão retornar aos postos de vacinação a partir de hoje (20). A
recomendação é que estes indivíduos sejam imunizados com as vacinas da Pfizer,
AstraZeneca ou Janssen.
“Além de
expandirmos a população-alvo do segundo reforço, o motivo de estarmos aqui,
hoje, é convocarmos a população brasileira a procurar um posto de vacinação e
tomar sua dose”, disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo
Medeiros, na manhã de hoje (20), durante a divulgação do balanço da vacinação
contra a covid-19.
Segundo
Medeiros, o alerta ministerial para os atrasos na aplicação da segunda dose e
das doses de reforço visa a proteger a população das manifestações graves da
doença. Entre a população de 40 a 49 anos apta a receber os imunizantes, apenas
8,53% já tomou a primeira dose de reforço.
“Os estudos
demonstram o efeito protetor que as vacinas têm nos casos de complicação, de
agravamento por covid-19. Eles mostram que, independentemente do intervalo
etário, as vacinas protegem de uma evolução mais grave da doença. Por isso, o
Ministério da Saúde está convocando a população apta a tomar a segunda dose ou
as doses de reforço a procurarem um posto de vacinação para termos uma
população mais protegida – o que se refletirá tanto na qualidade de vida,
quanto na economia”, acrescentou o secretário.
Peças publicitárias
que serão veiculadas em várias mídias para conscientizar a população destacam
que, apesar de o governo federal ter decretado o fim da situação de Emergência
em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin, ou Emergência Sanitária), as
pessoas devem seguir atentas às recomendações das autoridades sanitárias,
tomando todas as doses de vacina recomendadas pelos fabricantes e aprovadas
pelas autoridades sanitárias.
Doses em atraso
Dados
detalhados esta manhã, pela diretora do Departamento de Imunização e Doenças
Transmissíveis, Cássia Rangel, revelam que, em todo o país, quase 22 milhões de
pessoas aptas a serem
imunizadas
receberam apenas uma dose das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa).
Entre
janeiro de 2021 e o último dia 10, o governo federal distribuiu 519.838.281
doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, 17.965.980 doses foram
fornecidas à rede de saúde, este ano, para imunizar crianças entre cinco e onze
anos de idade. Nesta faixa etária, 62% das crianças já receberam a primeira
dose, mas apenas 38% tomaram a segunda dose.
Já entre a
população de 12 a 17 anos, para a qual também já foi disponibilizada a primeira
dose de reforço, apenas cerca de 5% completou o ciclo vacinal – ainda que 91%
do grupo tenha recebido a primeira dose regular.
No total,
62,7 milhões de pessoas já poderiam ter tomado a primeira dose de reforço –
dentre as quais, 16,76 milhões têm entre 18 e 29 anos, faixa etária na qual
5,54 milhões de indivíduos ainda não receberam sequer a segunda dose regular.
Aproximadamente 27,12 milhões de pessoas com mais de 50 anos ainda não
retornaram aos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço.
“Acho que o
mais importante é mostrarmos as doses que estão em atraso”, destacou Cássia
Rangel.
No início do
ano, quando o país enfrentava a primeira onda da variante Ômicron, o Ministério
da Saúde constatou que pessoas não vacinadas estavam entre seis e nove vezes
mais suscetíveis, de acordo com a faixa etária, a desenvolver manifestações
graves da doença na comparação com pessoas imunizadas.
“Em
todas as faixas etárias, temos um perfil muito parecido entre vacinados e não
vacinados. Os vacinados [com ao menos duas doses de um imunizante] tiveram
muito menos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave [SRAG] em relação aos
não vacinados, o que demonstra claramente um efeito protetor das vacinas”,
disse a diretora.
Edição:
Lílian Beraldo

















