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“Cão do Inferno”, esse é o apelido da nova subvariante da Covid-19 que volta a assustar o mundo

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Foto: Leo
Munhoz/ND

https://ndmais.com.br/saude/subvariante

A nova
subvariante da ômicron, BQ.1, que vêm crescendo rapidamente nos Estados Unidos
e na Europa, e que deve causar um aumento exponencial de Covid-19 nas próximas
semanas, ganhou um apelido inusitado: Cérbero ou Cerberus, o cão de três
cabeças do Deus Hades que, na mitologia grega, guardava os portões do mundo dos
mortos, para que as almas entrassem no reino subterrâneo, mas jamais saíssem e
pudessem voltar. Também chamado de “cão do inferno”, a monstruosa figura traz
uma serpente na cauda e cobras saindo de várias partes do seu corpo.

De acordo
com relatos, este nome para a subvariante parece ter surgido pela primeira vez
no Twitter. Não é oficial, mas parece ter sido usado para facilitar a
memorização do tipo de variante. Várias outras variantes receberam nomes não
oficiais, incluindo ‘Centaurus’ para BA.2.75.

Apesar do
nome sinistro, não há indicação inicial de que a BQ.1 cause sintomas mais
graves. “Cão do inferno certamente não é um nome adequado”, afirmou Carsten
Watzl, secretário-geral da Sociedade Alemã de Imunologia.

De qualquer
forma, os casos relacionados à subvariante vêm crescendo exponencialmente e
causado novas infecções. Na França já representam 25% dos casos, 10% das novas
infecções na Bélgica e 5% na Itália. “Na Espanha, são responsáveis por 2,7% das
infeções ativas, com previsão que se torne dominante até o final de novembro ou
início de dezembro”, disse a ministra da Saúde, Carolina Darias.

Especialistas
europeus alertaram ainda que o aumento observado na taxa de crescimento dessa
sublinhagem provavelmente se deve ao escape imunológico e que existem

No Brasil, já existem ocorrências da BQ.1 no Rio
Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e em São Paulo, onde, na quarta-feira
9, registrou o primeiro óbito relacionado à nova cepa: uma mulher de 72 anos,
que estava internada no Hospital São Paulo, entre os dias 10 e 17 de outubro e,
segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, possuía diversas
comorbidades. A capital paulistana tem ainda outro caso de BQ.1, um homem de 61
anos, que começou a apresentar sintomas no dia 7 de outubro, ficou isolado, mas
não apresentou complicações em seu quadro. 

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