Assessoria
de Comunicação da Prefeitura de Araçatuba
A Santa Casa
de Araçatuba vai participar do Dia de Doar, ação realizada em vários países do
mundo e que pela primeira vez nossa instituição participa de forma ativa e com
alvo a ser atingido: conseguir recursos para trocar 20 cadeiras utilizadas por
pacientes que fazem quimioterapia no CTO.
Guararapes é
uma das cidades com maiores demandas atendidas pelo Serviço de Oncologia da
Santa Casa de Araçatuba
O Centro de
Tratamento Oncológico (CTO) é a porta de entrada do Serviço de Oncologia da
Santa Casa de Araçatuba, uma alta complexidade que integra todos os seguimentos
especializados no tratamento de câncer: do diagnóstico a cirurgias, passando
por terapias como a quimioterapia e radioterapia, internação, e o
acompanhamento clínico.
O CTO faz o
acolhimento inicial dos pacientes de 40 municípios com diagnósticos confirmados
ou suspeitos de câncer, encaminhados através da Rede “Hebe Camargo”, uma
central de regulação de vagas especifica para tratamentos oncológicos.
“Os
pacientes já são encaminhados para primeira consulta com um onco-clinico ou
onco-cirurgião que após avaliação decidem se o paciente já deve passar por
cirurgia ou iniciar com tratamento clínico quimioterápico ou radioterápico”,
explica a enfermeira Elisangela Astolfi Pagliuzo, coordenadora do CTO.
Infelizmente,
os números de pacientes encaminhados para o CTO da Santa Casa de Araçatuba não
param de crescer. Em janeiro deste ano, a unidade acolheu 807 pacientes, 51 dos
quais, casos novos.
Em novembro,
o número de pacientes que já estavam em tratamento passou para 1.023, sendo 75,
casos novos. Dentre os pacientes em tratamento as três maiores incidências de
câncer são mama, cabeça e pescoço e urológico.
Dentre os
pacientes em atendimento no período janeiro/novembro deste ano, 78 são crianças
acometidas pelas diferentes formas de câncer infanto-juvenil. A leucemia é a
maior incidência dentre os pacientes atendidos no CTO
Em todos
esses casos, aproximadamente 90% dos pacientes precisam passar por
quimioterapia, um tratamento que dependendo do quadro clinico do paciente pode
ter indicação medica de até 12 ciclos que podem durar várias semanas.
Para receber
todo o frasco da medicação aplicada exclusivamente na veia, são necessárias de
6 a 12 horas. Ao todo, o CTO possui 20 cadeiras e 6 leitos que são exclusivos
para pacientes acamados. Por dia, a unidade recebe em média 60 pacientes por
dia para sessões de quimioterapia, o que dá uma média três pacientes ocupando
uma poltrona por dia.
Por causa da
rotatividade e do longo tempo de ocupação, as cadeiras do CTO perderam o
estofamento e não oferecem mais conforto para quem já está debilitado e precisa
passar muito tempo sentado na mesma posição. Para complicar, a maioria das
cadeiras já não tem mais o ajuste para acomodação dos pés. “Nesses casos, os
pacientes precisam acomodar conforme a poltrona possibilita, ou pés muito para
cima ou totalmente para baixo”, relata a coordenadora do CTO.
A enfermeira
admite que o desconforto e o estresse que a falta dele gera nos pacientes
preocupam a direção do hospital. Sem conseguir retirar as poltronas para
realizar manutenção, “pois se tirarmos uma sequer, ao menos três pacientes
ficarão sem lugar para fazer a quimo”.
O hospital
não tem recursos nesse momento para adquirir novas cadeiras. Desde janeiro
deste ano, o CTO registra em média R$ 350 mil de déficit por mês, decorrente da
demanda ter aumentado mais do que o dobro do que foi contratado. O teto pago
para Santa Casa de Araçatuba é para atender 400 pacientes por mês.
“Por toda
essa dificuldade, mas não perdendo de vista a qualidade do atendimento e a
dignidade que esses pacientes já fragilizados pelo câncer, decidimos inscrever
a Santa Casa de Araçatuba na plataforma Dia de Doar e com isso mobilizar a
população de Araçatuba e dos demais 39 municípios que são atendidos pela nossa
Santa Casa para arrecadar os recursos necessários para comprar poltronas
novas”, anunciou o provedor Petrônio Pereira Lima.
Cada
poltrona custa R$ 3.200,00 e será necessário arrecadar R$ 64 mil para que o
hospital adquira 20 unidades necessárias. Com a compra, os pacientes passarão a
desfrutar de conforto durante as sessões de quimioterapia. Por outro lado, as
poltronas que estão em uso serão retiradas para manutenção e poderão ser
utilizadas tanto para reposição, quanto para expansão dos atendimentos, que a
diretoria espera poder realizar no ano que vem, quando está prevista a entrada
de custeio extra para o CTO.

















