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Lula planeja volta do Mais Médicos, que repassava dinheiro para Cuba

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O novo
secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Nésio Fernandes,
afirmou que o governo Lula vai retomar o programa Mais Médicos imediatamente e
que as vagas pelas quais brasileiros não se interessarem deverão ser oferecidas
para profissionais estrangeiros.

Fernandes
explica que, inicialmente, as vagas serão oferecidas aos médicos brasileiros.
Depois, os postos não preenchidos poderão ser pleiteados por brasileiros
formados no exterior e por estrangeiros.

“A agenda de
retomar o Mais Médicos é imediata. Queremos colocar médicos em todos os
municípios brasileiros em um curto período de tempo”, afirmou o secretário ao
jornal Folha de S.Paulo.

Criado em
2013 pelo governo de Dilma Rousseff, o objetivo da petista era suprir a
carência de mão de obra em municípios pobres e regiões periféricas das grandes
cidades brasileiras. No entanto, a iniciativa do governo da época resultou numa
forma de financiar a ditadura cubana com dinheiro brasileiro.

O acordo
intermediado pelo governo petista dividiu a remuneração dos médicos da seguinte
forma: Cuba tinha o direito de embolsar 70% do salário dos médicos, estimado em
R$ 12 mil na época. Outros 25% ficavam com quem trabalhava de fato, enquanto 5%
eram repassados para a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Além do
confisco de salários, os médicos também eram perseguidos por cubanos ligados ao
regime no Brasil. Houve proibições de contato com familiares e nem sequer
tinham o direito de se mudar do local em que residiam

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