Na madrugada
de quinta-feira (9), uma equipe da Polícia Militar Ambiental foi acionada para recolher
um filhote de onça que estava em uma propriedade sendo acuados pelos cachorros.
Ao chegar no
local foi constatado que o bicho se tarava de um filhote de gato mourisco (Herpailurus
Yagouaroundi). O animal foi recolhido e levado para associação protetora dos
animais silvestres de Assis – APASS, onde recebeu cuidados e acompanhamento por
médico veterinário da associação.
Sobre o animal
Também
conhecido como jaguarundi, o gato-mourisco é um felino apresenta o comprimento
total do corpo entre 0,92 a 1,10 e podendo pesar de 2,5 a 5 quilos. Ocorre
desde o sul do Texas até as províncias de Buenos Aires e Rio Negro na
Argentina. No Brasil habita todos os biomas brasileiros, ainda não sendo
precisos os registros da ocorrência dessa espécie no extremo sul do país. Dos
felídeos brasileiros é o mais comumente encontrado, porém não chega a ser
abundante nas áreas em que ocorre. Podem ser encontrados indivíduos
apresentando pelagem marrom escura, cinza ou avermelhada e normalmente essa
diferença está associada as áreas em que ocupam (florestas ou áreas abertas).
São de hábitos terrestres e noturnos. Podem viver solitariamente ou aos pares.
Se tornam maduros sexualmente por volta do segundo ano de vida. A gestação dura
cercas de 75 dias da qual nascem em média dois filhotes. A dieta é formada por
roedores, aves, lagartos e anfíbios. A ação antrópica causa um significativo
impacto sobre as populações de gato-mourisco apesar de ser a única espécie de felídeo
no Brasil que não consta na Lista da Fauna brasileira Ameaçada de Extinção.

















