O inverno
começa oficialmente no hemisfério sul nesta quarta-feira (21). A estação mais
fria do ano, entretanto, deve ser atípica por influência do El Niño, fenômeno
meteorológico que eleva as temperaturas e que pode, inclusive, se tornar um
Super El Niño.
O El Niño,
assim como a El Niña, determina mudanças nos padrões de transporte de umidade
e, portanto, variações na distribuição das chuvas em algumas partes do mundo —
inclusive o Brasil.
O El Niño é
a fase positiva do fenômeno chamado El Niño Oscilação Sul (ENOS). Ou seja,
quando ele está em atuação, o calor é reforçado no verão e o inverno é menos
rigoroso. Isso ocorre porque ele dificulta o avanço de frentes frias no país,
fazendo com que as quedas sejam mais sutis e mais breves.
O ar se
torna mais seco e passa a circular para baixo, o que dificulta a formação de
chuva e está associado a períodos de secas.
O fenômeno pode
causar secas no Norte e Nordeste do país (chuvas abaixo da média),
principalmente nas regiões mais equatoriais; e provoca chuvas excessivas no Sul
do país e no sudeste do país.
















