Estudo leva
em conta cidades acima dos 100 mil habitantes na categoria Mortes Violentas
Intencionais. Sede da Polícia Civil, em Araçatuba (SP)
Reprodução/TV
TEM/Arquivo
https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2023/08/13
Birigui e
Araçatuba (SP) aparecem em 8º e 10º lugar entre as cidades mais violentas do
Estado de São Paulo em 2022, respectivamente. Os dados são do 17º Anuário
Brasileiro de Segurança Pública, que avalia estatísticas criminais de todo o
país.
O estudo, produzido
pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa dados referentes às cidades
com população a partir de 100 mil habitantes. Dentre os cenários avaliados,
está a categoria Mortes Violentas Intencionais (MVI), que corresponde à soma
das vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e
mortes decorrentes de intervenções policiais.
De acordo
com o anuário, Birigui registrou 15,1 mortes violentas a cada 100 mil
habitantes em 2022, enquanto Araçatuba contabilizou 15 mortes violentas para
cada 100 mil habitantes.
A título de
comparação, a cidade mais violenta do estado de São Paulo é Caraguatatuba, com
26,7 mortes. Já a mais segura é Botucatu, com 2,8 mortes.
O g1
questionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre os resultados e planos
para reforçar a segurança. Em nota, a SSP informou que os indicadores de crimes
contra a vida são analisados permanentemente com o objetivo de definir novas
ações para repressão destes casos.
Conforme a
SSP, nos primeiros seis meses deste ano, Birigui registrou redução de 62,5% nos
casos de homicídios, quando comparado com o mesmo período do ano passado. No
total 2.007 pessoas foram presas ou apreendidas em toda a região de Araçatuba.
“O Deinter
10 conta com o trabalho especializado da Delegacia de Homicídios da da Deic de
Araçatuba, além da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Andradina. Os
esforços das forças de segurança são contínuos e buscam desenvolver e promover
políticas públicas para a redução dos índices criminais. Um deles é o Sistema
de Informação e Prevenção aos Crimes Contra a Vida – SPVida, lançado em
fevereiro”, diz a nota.
Por fim, a
pasta ressaltou que no primeiro semestre deste ano, o estado registrou uma
queda de 4,9% no número de homicídios dolosos em comparação com o mesmo período
de 2022. Em junho, a queda foi maior, de 15,9%.
A Prefeitura
de Birigui também retornou o questionamento da reportagem. Em nota, informou
que é prática da Guarda Civil Municipal apoiar a Polícia Militar no
patrulhamento preventivo, principalmente quando estes estão em atendimento de
ocorrência.
“A
Secretaria Municipal de Segurança Pública informa ainda que caminha lado a lada
com a Policia Civil, dando total apoio a estas forças de segurança com o ideal
de promover segurança aos cidadãos em Birigui”, finaliza a nota.
Dados do
Brasil
Das 10
cidades mais violentas do Brasil, seis ficam na Bahia (veja o ranking abaixo).
O município com mais casos é Jequié (BA), com uma taxa de 88,8 mortes por 100
mil habitantes.
Taxa de
Mortes Violentas Intencionais, por município do país em 2022
Ainda
conforme o anuário, o país atingiu o menor patamar de MVI em 12 anos, com taxa
de 23,4 vítimas a cada 100 mil habitantes e queda de 2,4% de 2022 para 2021: de
48,4 mil para 47,5 mil.
Os crimes de
homicídio doloso (-1,7%) e latrocínio (-15,3%) apresentaram diminuição de 2021
para 2022, enquanto as lesões corporais seguidas de morte (18%) e os
assassinatos de policiais (30%) cresceram no mesmo período.
O ranking,
que reúne 319 municípios com mais de 100 mil habitantes, é baseado em dados do
Painel de Monitoramento de Mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e
Ambiente, do Ministério da Saúde, e no Censo 2022 do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Para definir
o conceito de “morte violenta intencional”, foi realizado o agrupamento de
categorias e tratamento de dados com base na metodologia de classificação
estatística de mortalidade CID-10, da Organização Mundial da Saúde.
Monitor da
Violência: assassinatos caem 0,7% nos primeiros três meses de 2023 no Brasil
Wagner
Magalhães/g1
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