O ex-senador Gim Argello foi preso preventivamente hoje
(12), em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter
recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de
inquérito que investigavam a Petrobras, informou o Ministério Público Federal
do Paraná (MPF-PR).
(12), em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter
recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de
inquérito que investigavam a Petrobras, informou o Ministério Público Federal
do Paraná (MPF-PR).
Segundo o MPF-PR, a prisão do ex-senador foi autorizada após
terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da
empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa,
Ricardo Pessoa, em delação premiada, à força-tarefa da Lava Jato.
terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da
empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa,
Ricardo Pessoa, em delação premiada, à força-tarefa da Lava Jato.
Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro
na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos
indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e
PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB,
partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.
na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos
indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e
PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB,
partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.
O MPF-PR disse ter comprovado o depósito do dinheiro nas
contas dos partidos por meio de recibos. Em 2014, Ricardo Pessoa não foi
convocado para depor nem na CPI da Petrobras no Senado, nem na Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a estatal. Gim Argello integrou
ambas.
contas dos partidos por meio de recibos. Em 2014, Ricardo Pessoa não foi
convocado para depor nem na CPI da Petrobras no Senado, nem na Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a estatal. Gim Argello integrou
ambas.
Outro indício contra o ex-senador foi encontrado no celular
do executivo Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, apreendido ainda na 7ª fase da
Operação Lava Jato.
do executivo Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, apreendido ainda na 7ª fase da
Operação Lava Jato.
Em mensagens, trocadas com Otávio Marques de Azevedo,
presidente da empreiteira Andrade Gutiérrez, é mencionado o pagamento de R$ 350
mil para uma paróquia frequentada por Argello, que recebeu a alcunha de
“Alcoólico”, em uma referência à bebida destilada “gim”. O
dinheiro teria ligação com a obra da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da
Petrobras, em Pernambuco.
presidente da empreiteira Andrade Gutiérrez, é mencionado o pagamento de R$ 350
mil para uma paróquia frequentada por Argello, que recebeu a alcunha de
“Alcoólico”, em uma referência à bebida destilada “gim”. O
dinheiro teria ligação com a obra da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da
Petrobras, em Pernambuco.
Pinheiro também não foi convocado a depor nas comissões que
investigavam a Petrobras no Congresso.
investigavam a Petrobras no Congresso.
Os procuradores dizem ter recolhido ainda outras provas que
corroboram o pagamento de propina, tais como registros de ligações telefônicas
e reuniões.
corroboram o pagamento de propina, tais como registros de ligações telefônicas
e reuniões.
Vitória de Pirro
Deflagrada hoje, a 28º fase da Lava Jato recebeu o nome de
Vitória de Pirro e cumpre 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro,
Taguatinga (DF) e São Paulo.
Vitória de Pirro e cumpre 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro,
Taguatinga (DF) e São Paulo.
Além da prisão preventiva de Gim Argello, estão sendo
cumpridos outros dois mandados de prisão temporária e quatro de condução
coercitiva – quando o investigado é levado para depor e depois liberado – além
de 14 ordens judiciais de busca e apreensão.
cumpridos outros dois mandados de prisão temporária e quatro de condução
coercitiva – quando o investigado é levado para depor e depois liberado – além
de 14 ordens judiciais de busca e apreensão.
São investigados os crimes de associação criminosa,
concussão, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O nome dessa fase da Lava
Jato faz referência ao rei Pirro (318 aC – 272 aC) – de uma região da Grécia
antiga – que, apesar de ter derrotado os romanos em uma batalha, sofreu danos
irreparáveis e a vitória se mostrou inútil.
concussão, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O nome dessa fase da Lava
Jato faz referência ao rei Pirro (318 aC – 272 aC) – de uma região da Grécia
antiga – que, apesar de ter derrotado os romanos em uma batalha, sofreu danos
irreparáveis e a vitória se mostrou inútil.
Edição: Denise
Griesinger/Agência Brasil
Griesinger/Agência Brasil
















