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| Imagem: Arnaldo Alves/Guararapes Sorriso News |
Por Correio Braziliense
Juliana Gragnani – Da BBC News Brasil em Londres
A aceleração
de casos de covid-19 no Brasil é como um “foguete subindo a 10 mil
quilômetros por hora até a estratosfera”, compara o cientista de dados
Isaac Schrarstzhaupt.
cenário catastrófico do início do ano, com explosão das transmissões pelo vírus
e lotação de UTIs no país, alguns Estados já passaram a flexibilizar as
restrições que tentam diminuir a circulação do coronavírus.
As medidas,
contudo, estão sendo abandonadas de forma “bastante precipitada”,
avalia o cientista. A situação ainda é crítica, com alta ocupação hospitalar e
alta de mortes diárias.
“O
Brasil não está nem perto de ter queda de casos de covid-19”, diz
Schrarstzhaupt, um dos coordenadores da Rede Análise Covid-19. Com o
afrouxamento, o cientista observa que alguns Estados já perigam voltar a
acelerar o número de casos. “Estamos flexibilizando cedo demais e
revertendo a desaceleração.”
Com média de
novos casos nos últimos sete dias em 65 mil diários e a de óbitos quase
chegando a 3 mil mortes nos últimos dias, “flexibilizar agora vai criar
uma explosão muito maior de casos”, opina ele. “O Brasil só deu uma
respirada, encheu pulmão de ar e já vai voltar a mergulhar de novo. Não deixou
cair o número de casos para valer.”
Mais de 371
mil pessoas já perderam a vida pela covid-19 no Brasil.
Especialistas
em todo o Brasil têm pedido um “lockdown nacional”, com medidas mais
restritivas que as adotadas até agora e durante três semanas para sair da crise
sanitária.
Em um
lockdown, ou confinamento, as pessoas ficam dentro de casa para diminuir a
circulação em ambientes com outras pessoas e, assim, quebrar cadeias de
transmissão. A medida foi adotada em diversos países e se mostrou eficaz para
conter o vírus e, como consequência, hospitalizações e mortes. Normalmente,
essas medidas vêm associadas de auxílio financeiro do governo para quem não
pode trabalhar de casa.














