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Após fracasso na Copa, deputado protocola projeto para proibir atletas que jogam fora do Brasil e técnico estrangeiro na Seleção

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Proposta apresentada na Câmara prevê que apenas jogadores vinculados a clubes brasileiros possam defender a Seleção; texto também impede treinador estrangeiro e veta patrocínio de casas de apostas no futebol.

A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 já provocou reflexos no cenário político. O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende restringir a convocação para a Seleção Brasileira apenas a jogadores que atuem em clubes sediados no Brasil, além de exigir que o técnico e toda a comissão técnica sejam brasileiros e trabalhem no país.

A proposta foi apresentada poucos dias após a derrota do Brasil para a Noruega nas oitavas de final do Mundial, resultado que encerrou a campanha da equipe comandada pelo italiano Carlo Ancelotti.

Pelo texto, a medida valeria para as seleções masculina, feminina e categorias de base. Somente poderiam ser convocados atletas brasileiros registrados em clubes nacionais e que disputem competições oficiais organizadas no Brasil. A exigência também se estende ao treinador, auxiliares e demais integrantes da comissão técnica.

Além das mudanças na formação da Seleção, o projeto propõe a proibição de patrocínios de empresas de apostas esportivas (bets) a clubes, federações e demais entidades ligadas ao futebol brasileiro.

Esta não é a primeira vez que Hauly apresenta uma proposta semelhante. Em 2006, após a eliminação da Seleção na Copa da Alemanha, o parlamentar protocolou um projeto com teor parecido, que acabou sendo arquivado sem avançar na Câmara.

Especialistas ouvidos por veículos nacionais apontam que a proposta enfrenta obstáculos jurídicos, principalmente por envolver a autonomia da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e das entidades esportivas, princípio previsto na Constituição Federal. Mesmo assim, o projeto deverá iniciar sua tramitação pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de eventual votação.

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