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Matemática através dos Dinossauros

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A geometria
é um dos campos mais conhecidos da matemática entre a população, a tradução de
geometria em grego possui o significado aproximado de Medição de Terra, o qual
aborda as características das formas do espaço, dos tamanhos, das posições, das
dimensões entre outras propriedades.

As formas
planas constituem a geometria, também chamada de geometria de duas dimensões,
que tem comprimento e largura, a título de exemplo, círculo, quadrado,
retângulo, triângulo. Nesse sentido, há também objetos sólidos de três
dimensões, como um cubo, uma esfera e um cone, isto é, constitui a geometria
espacial que possui comprimento, largura, altura ou profundidade.

Trabalhar
com esses instrumentos matemáticos exige conceitos abstratos e concretos para a
manipulação dos mesmos, por exemplo, pode-se decorar que a área de um quadrado
é a multiplicação de um lado por outro, ou um volume de um cilindro sendo a
área da base multiplicado pela sua altura; porém, quando trazemos a geometria
para o nosso dia a dia, assim como os dinossauros que estão na ativa
atualmente, podemos reconhecer nossa convivência, que resultará no
enobrecimento de nossa existência.

A geometria
está contida na natureza que nos rodeia, caso observamos próximo o suficiente,
encontraremos formas e padrões geométricos em folhas, caules, raízes, cascas,
incluindo nas mais lindas e variadas flores, nos favos hexagonais de mel, ou
seja, os padrões e formas são inúmeros. Contudo, o que os modelos geométricos
têm em comum com os modelos de dinossauros.

Em primeiro
lugar, cabe destacar a mídia como forte propagadora das imagens e modelos dos
dinossauros, programas de televisão, séries, filmes, utilizam esses animais do
passado para entretenimento, colocando-os nos mais diversos contextos para
todas as idades, desde a construção de um paraíso de dinossauros coloridos para
o público infantil, até monstros escamosos com tonalidades cinza e esverdeada
para dar medo, quer dizer, máquinas mortíferas com a finalidade de devorar a
raça humana. Essas representações culturais criaram e reforçaram, diversas
vezes, concepções errôneas sobre os dinossauros.

Nesse
aspecto, uma marca icônica dos filmes é o Dilophosaurus, apresentando-se com
características corporais equivocadas, como seu leque de pescoço colorido,
capacidade de cuspir veneno para cegar suas vítimas e tamanho muito reduzido.
Esse animal foi estudado e na realidade alcançou próximo de sete metros de
comprimento, entretanto na ficção é atribuído ou retirado algumas habilidades
devido ao objetivo do entretenimento ou simplesmente ignorância, estado de quem
não está a par da ocorrência de algo. Nenhuma evidência aponta que o
dilofossauro tivesse esse leque, apesar disso ele exibia um par de cristas
altas, finas e em forma de placa no crânio, seu nome advém dessa característica
singular.

Outro caso
interessante são os Velociraptores, que são construídos como máquinas de
aniquilação com sua aparência reptiliana, corpos longos e ágeis, garras que amedrontam
crianças e adultos, pessoas de qualquer idade, gênero e nacionalidade; contudo,
esses monstros trazem uma falsa percepção de como os velociraptores eram no
passado, eles são bem menores do que aparentam nas mídias digitais, caso fosse
possível, você mesmo poderia afastar um que estaria próximo de seu local com um
empurrãozinho ou um movimento brusco no período Cretáceo. À vista disso, vamos
examinar algumas características a respeito do Microraptor, esse animal que
viveu no passado possui massa corporal próximo de meio quilo, os ossos do braço
são extremamente semelhantes aos dos pássaros; ele foi descoberto na China, que
é um local famoso por suas descobertas bem preservadas, as rochas de granulação
fina que continham o Microraptor apresentavam até o registro de penas,
tornando-o por uma somatória de aspectos um pequeno animal espetacular que
viveu durante o Cretáceo, próximo de 120 milhões de anos atrás.

Por
conseguinte, a geometria não escapa de representações distorcidas, existe
aquela pessoa que ao ver uma questão de geometria na folha de papel já corre os
olhos para outro lugar, pois não é capaz de responder ou que quando ouvi a
palavra geometria tenta lembrar de algumas figuras como o quadrado e círculo,
para outras pessoas a geometria se resume apenas em área e perímetro de
triângulo, hexágono e trapézio, entretanto, trataremos a respeito da
visualização geométrica e os fatores que a cercam.

Reconhecer e
analisar a geometria em determinada situação pode ocasionar variados fatores,
por exemplo, uma pessoa pode ter a crença de que não possui a habilidade
necessária para lidar com a geometria, antes mesmo de fazer a tentativa, ou a
ansiedade por se deparar com um objeto geométrico é tanto que causa mal estar
na pessoa, inclusive alguns indivíduos podem sentir ansiedade em relação à
matemática por conta de nunca irem bem nas aulas ao longo da vida.

Em síntese,
precisamos de trazer o conhecimento geométrico à vida das pessoas, assim como a
informação dos dinossauros da ativa, acolher ambos e deleitar-se com a beleza
proporcionada por eles; além de aprender sobre como a visualização geométrica é
interpretada nos mais diversos contextos em que é proposta, é oportuno destacar
que visualizar não é enxergar.

Ver com a
mente é visualizar.

Visualização
é um procedimento de formar e manipular imagens com o objetivo de se edificar
na mente um conceito matemático para assistir resoluções de problemas
analíticos e geométricos. Transformar e movimentar objetos geométricos na mente
é um processo que necessita de ser aprendido, ou seja, essa habilidade ocasiona
melhora não somente na matemática, mas amplifica o nosso raciocínio no dia a
dia e a nossa forma de encarar o mundo.

Autor:

Misael
Fernandes, discente de Licenciatura em Matemática, Universidade Paulista (UNIP).

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