Primeira
fase do torneio nacional será realizada de 30 de junho a 3 de agosto
Presídios
subordinados à Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP)
inscreveram 13.698 reeducandos na 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das
Escolas Públicas (Obmep). A maior competição científica do país passou por
mudanças em razão da pandemia de Covid-19 e a edição, que seria realizada em
2020, foi transferida para este ano.
Somente nos presídios subordinados à Coordenadoria de Unidades
Prisionais da Região Oeste, que abrange as regiões de Presidente Prudente,
Araçatuba e São José do Rio Preto foram 3.401 inscritos.
Diferentemente
dos torneios anteriores, as provas da primeira fase serão disponibilizadas na
página restrita das unidades prisionais no site da Obmep. As avaliações poderão
ser feitas de 30 de junho a 3 de agosto e serão aplicadas em salas de aulas
instaladas nos presídios, respeitando todos os protocolos de prevenção do novo
coronavírus.
Os exames
são divididos por grau de escolaridade: Nível 1 (6º e 7º anos do Ensino
Fundamental), Nível 2 (8º e 9º anos) e Nível 3 (Ensino Médio) e Estudantes
Extras (conforme item 2.1.5.5 do regulamento
http://www.obmep.org.br/regulamento.htm). A primeira fase é composta por uma
prova de múltipla-escolha de 20 questões.
No dia 9 de
setembro, a organização divulgará os classificados para a segunda fase,
prevista para ocorrer no dia 6 de novembro, cuja avaliação será discursiva, com
seis questões.
PREPARAR
Com o
objetivo de preparar as pessoas privadas de liberdade para o retorno à vida em
sociedade, a SAP e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP)
vêm estimulando, cada vez mais, os reeducandos a participarem da Olímpiada de
Matemática.
Realizada
pelo Instituto Nacional de Matéria Pura e Aplicada (IMPA), a Obmep é uma
realidade no sistema prisional paulista desde 2012, quando passou a ser
aplicada nas unidades penais do estado.
Presos que
não possuem formação escolar podem concluir os estudos enquanto cumprem pena,
por meio de escolas vinculadoras instaladas dentro dos presídios, que oferecem
formação dos ensinos Fundamental e Médio. Os reclusos também participam de
cursos de línguas, profissionalizantes e do Ensino Superior.
HISTÓRICO
Serão
distribuídas aos participantes 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata e 5.175 de
bronze, além de 51.900 menções honrosas. A SAP, inclusive, tem histórico
positivo na Obmep.
Na edição de
2017, um presidiário colombiano, que cumpria pena na Penitenciária “Cabo PM
Marcelo Pires da Silva” de Itaí, Interior de São Paulo, faturou a medalha de
ouro. Ele foi o primeiro preso na história da Obmep a levar o prêmio máximo na
competição nacional.














