Bolsonaro recebe alta médica e cumprirá prisão domiciliar humanitária por 90 dias

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O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (27), após passar duas semanas internado para tratar uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi transferido diretamente para sua residência, onde cumprirá um regime de prisão domiciliar humanitária com prazo inicial de 90 dias. A medida possui caráter provisório e visa garantir a recuperação total do ex-presidente, considerando sua idade de 71 anos, a fragilidade imunológica e o histórico de comorbidades detalhado em relatórios médicos.

Durante o período de internação, Bolsonaro permaneceu 13 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando quadros de vômitos e calafrios antes de ser transferido para o quarto na última segunda-feira. O ministro Moraes ressaltou que, embora o sistema prisional tenha oferecido assistência eficiente à saúde do custodiado, o ambiente doméstico é o mais adequado para o tratamento de recuperação, que em idosos pode se estender por até três meses. O prazo da nova modalidade de detenção começa a ser contado oficialmente a partir desta data de alta hospitalar.

A decisão judicial impõe uma série de restrições rigorosas para a manutenção do benefício. Bolsonaro deverá utilizar tornozeleira eletrônica e permanece proibido de utilizar aparelhos celulares, computadores ou qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por meio de terceiros. O acesso a redes sociais e a gravação de vídeos ou áudios também continuam vetados. Para evitar riscos de infecção e manter o controle do ambiente, as visitas foram suspensas, com exceção da equipe médica, fisioterapeutas, advogados de defesa e dos filhos, que possuem horários específicos e passarão por vistorias para retenção de eletrônicos.

O histórico de saúde do ex-presidente tem sido monitorado de perto desde sua prisão em novembro de 2025. Desde então, ele já passou por cirurgias para tratar hérnia e crises de soluços vinculadas ao atentado sofrido em 2018, além de episódios de hipertensão, apneia do sono e um traumatismo craniano leve após uma queda na prisão. Semanalmente, relatórios médicos atualizados deverão ser enviados ao STF para acompanhar a evolução do quadro clínico e a viabilidade da manutenção do regime domiciliar.

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