
Ação ocorre de 10 a 15 de agosto, com coleta de sangue em cães e orientações aos moradores sobre prevenção e sinais da doença
A Vigilância em Saúde realiza, de 10 a 15 de agosto, a Semana de Combate à Leishmaniose, com ações de prevenção, orientação aos moradores e busca ativa de casos em áreas com maior registro da doença em Guararapes.
Durante a campanha, será realizada a coleta de sangue para exames de leishmaniose em cães, principalmente na Vila Medeiros e no bairro Itália, locais apontados pela Vigilância como os que apresentam maior número de ocorrências.
Segundo a Prefeitura, a participação dos moradores é importante para o trabalho das equipes. A orientação é permitir a entrada dos profissionais nas áreas de coleta e seguir as recomendações repassadas durante as visitas.
A ação busca identificar animais suspeitos precocemente e reduzir os riscos de transmissão da doença.
Sinais de alerta nos cães
Os tutores devem ficar atentos a sinais que podem estar relacionados à leishmaniose, como:
- emagrecimento;
- perda de apetite;
- feridas na pele;
- queda de pelos;
- fezes com sangue;
- crescimento anormal das unhas.
Ao perceber algum desses sinais, a orientação é procurar informações e agendar o exame do animal pelo telefone (18) 3606-2616.
De janeiro a julho de 2026, foram realizados 600 testes rápidos em cães no município. Desse total, 26 apresentaram resultado positivo, segundo dados da Vigilância em Saúde.
O que é a leishmaniose?
A leishmaniose é uma doença causada por um parasita e transmitida pela picada do mosquito-palha infectado.
A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra nem diretamente do cachorro para a pessoa. A transmissão ocorre por meio do mosquito-palha, que pode adquirir o parasita ao picar um hospedeiro infectado e posteriormente transmiti-lo a outro.
Pequeno e geralmente de coloração amarelada, o mosquito-palha pode se reproduzir em locais com matéria orgânica em decomposição, como folhas, restos de poda, lixo e entulho acumulado.
Na forma mais grave, a leishmaniose visceral pode atingir órgãos internos, como baço, fígado e medula óssea. Sem tratamento, a doença pode evoluir para quadros graves e levar à morte.
Sintomas em pessoas
Em humanos, os principais sinais incluem febre prolongada, anemia, emagrecimento, fraqueza, cansaço, diarreia e aumento dos gânglios linfáticos.
Existe tratamento para a doença em pessoas, que deve ser iniciado após avaliação dos profissionais de saúde. O atendimento é realizado gratuitamente pelo sistema público de saúde.
Nos cães, segundo a Prefeitura, não há cura, mas existe tratamento contínuo, que deve ser acompanhado e orientado por médico-veterinário para controle da doença.
Como prevenir
Algumas medidas ajudam a reduzir a presença do mosquito-palha e o risco de transmissão:
- manter quintais limpos, evitando o acúmulo de folhas, restos de alimentos e fezes;
- não deixar lixo, restos de poda ou outros materiais orgânicos em decomposição no terreno;
- manter áreas próximas às residências limpas;
- permitir a entrada das equipes responsáveis pela coleta e seguir as orientações durante a campanha.
A Prefeitura reforça que a colaboração dos moradores é fundamental para o trabalho de prevenção e controle da leishmaniose no município.
















