Grupo que roubou ouro em Cumbica fez família de funcionário de terminal de cargas refém antes da ação

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O
encarregado de despacho do terminal de cargas do Aeroporto Internacional de
Guarulhos e seus familiares foram mantidos reféns pelo grupo que efetuou um
roubo milionário na tarde desta quinta-feira (25) e prestam depoimento à
Polícia Civil. A família foi feita refém por volta das 17h30 de quarta-feira
(24) e liberada às 15h desta quinta.
No total,
dois homens, duas mulheres e quatro crianças foram mantidos reféns. A polícia
acredita que os assaltantes conseguiram informações privilegiadas com eles.
O funcionário,
a mãe e a sogra prestaram depoimento no Departamento de Investigações Criminais
(Deic). Além deles, dois funcionários da empresa Brink’s, que faz transporte de
valores, e o casal dono do galpão onde os carros foram abandonados também
conversaram com a polícia. Depois, mais dois funcionários do aeroporto chegaram
à delegacia.
A ação
Por volta
das 14h30, oito criminosos chegaram ao aeroporto em duas viaturas clonadas da
Polícia Federal (PF) acompanhados do funcionário do terminal feito refém. Os investigadores
esperam que os depoimentos ajudem a revelar a estratégia dos criminosos na
operação.
Ao chegar ao
aeroporto, um dos dois carros clonados ficou no portão, e o outro entrou no
terminal de cargas. Câmeras de segurança registraram a ação: os criminosos
obrigam funcionários a utilizar uma empilhadeira para colocar a carga na
caçamba da caminhonete, e se atrapalham com a lona do carro.
De acordo
com a GRU Airport, que administra o Aeroporto de Cumbica, os ladrões levaram
750 kg de ouro, que seriam exportados para Zurique e Nova York.
Investigação
A Polícia
Civil passou a tarde em busca de pistas e provas contra os assaltantes.
Investigadores vasculharam o armazém de exportação do terminal de cargas,
enquanto o helicóptero Pelicano vistoriava rodovias e comunidades ao redor.
Por volta
das 16 horas, policiais que faziam buscas na região encontraram as viaturas
clonadas, que foram abandonadas no pátio de um depósito de materiais de
construção no Jardim Pantanal, extremo da Zona Leste. No local, peritos
colheram impressões digitais e buscaram rastros da quadrilha.
Muitos
moradores se aproximaram para acompanhar os trabalhos da polícia, que usou
bombas de gás para afastá-los.
Este foi o
terceiro ataque a terminais de carga nos últimos quatro anos no estado de São
Paulo. Em 2015, uma carga milionária de celulares e tablets foi roubada neste
mesmo terminal. No ano passado, no terminal de cargas do Aeroporto de
Viracopos, em Campinas, criminosos levaram US$ 5 milhões em espécie.

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